Meu amanhã

Hoje somente hoje

vou deixar a música triste tocar

vou me permitir sofrer essa dor

a dor da partida, a dor da mudança

a dor do desconhecido.

Hoje somente hoje

vou pensar nas coisas como eram

vou sentir um aperto no coração

e vou chorar pelo o que não existe mais.

Mas repito que é hoje, somente hoje,

porque a MELHOR coisa que existe nessa vida

é o amanhã.

O que aprendi com a Meg & Meg

Quem me segue no Instagram já sabe que tenho uma papelaria do coração, a Meg & Meg, que foi criada em 2015 pela Jessica Blanco. Em um mundo repleto de opções tecnológicas para a organização do dia a dia, a Meg & Meg conquista cada vez mais pessoas, e segue expandindo seus produtos para além da papelaria.

Quando percebi, a Meg (para os íntimos) estava presente em muitos exemplos que eu dava no meu trabalho, mesmo eu trabalhando com um setor diferente. Eu tinha sido conquistada como consumidora, mas também estava aprendendo muitas coisas observando equipe talentosa da Meg em ação. Foi quando eu pensei em fazer esse post, no dia que meu planner 2021 chegou em minha casa; sim, comprar meu planner do próximo ano virou um evento na minha vida no mês de Setembro.

É isso. A Meg certamente tem algo de especial, e vamos entender um pouquinho porque.

  • A Meg & Meg entendeu o anseio que temos pela fofura
Jéssica e Raquel no Meg HQ

Sabemos que as marcas surgem para solucionar problemas; e também sabemos que o mundo está cada vez mais se movendo com uma velocidade sem igual. Vivemos literalmente grudados em nossos telefones, trabalhamos com aplicativos o tempo todo, corremos de um lado para o outro resolvendo nossas tarefas do dia a dia. A Meg entendeu que existe um anseio (e que anseio!) por fofura: ter coisas fofas e lindas para alegrar essa rotina às vezes tão atribulada. Essas mesmas coisas nos ajudam a parar um pouco (seja para escrever no planner ou cadernos, tomar café na xícara EITA ou borrifar o home spray “Matilda cheirosinha”). A Meg nos convida a ter esses pequenos momentos de respiro e de alegria.

  • A Meg & Meg sempre cria novas conexões com seus consumidores
Posts mais recentes do blog da Meg & Meg

A Meg está sempre criando novas conexões com quem ama acompanhar a marca. Playlist no Spotify, filtros e gifs temáticos para o Instagram, arquivos para baixar de graça no site como fundos de tela com os temas da coleção, blog com muitos posts interessantes e vlogs com os bastidores da marca são apenas algumas ações que posicionam a Meg para além da papelaria, tornando-se presente em outros momentos da vida do seu público.

  • A Meg & Meg realmente presta atenção em seu público alvo
Adesivo Amor Próprio com a Matilda s2

A Meg costuma fazer enquetes no Instagram perguntando a opinião dos seus consumidores. A cartela de adesivos Amor Próprio e Brasilidades foram criadas através da interação com os seguidores. Eu mesma pedi estampa da Matilda (cachorrinha da Jéssica) para o planner de 2021 e elas criaram adesivos da Matilda. Elas incluem os clientes em decisões como qual será a nova estampa das caixas, e muitos outros detalhes; isso cria uma conexão forte com o consumidor, fazendo o mesmo se sentir importante para a marca que tanto estima!

Post lindo no perfil do Instagram da marca onde as clientes descreveram a Meg
  • A Meg & Meg está sempre procurando ser melhor e prioriza os detalhes
Meus planners Meg de 2018 a 2021

Percebo que a Meg está sempre procurando melhorar; seja nas funcionalidades acrescentadas nos planners todos os anos ou na criação de novos produtos como a linha de utensílios para a cozinha e álbum de bebê. A Meg está em movimento e é muito interessante perceber o quanto a marca vai crescendo e ficando cada vez melhor, sempre atenta aos pequenos detalhes que são sempre tão importantes para a identidade da marca. (alô embalagens fofas, papel de seda dobrado com adesivo, recadinhos, marca páginas da Meg entre tantos outros detalhes-fofuras)

  • A Meg & Meg tem rosto e coração
Fofuras másters

Sabemos que hoje em dia as marcas estão cada vez mais valorizando o contato com o consumidor, e a Meg faz isso de uma maneira especial. Por experiência própria sei que elas respondem as dúvidas e comentários com todo o carinho e atenção. Por trás da Meg estão a Jéssica, a Raquel (e agora a Karina), pessoas de verdade que amam o que fazem e transparecem isso no atendimento; até o email de “carrinho abandonado” é fofo. Acredite!

  • A Meg & Meg segue fiel ao seu propósito
Jéssica e Matilda

É muito bom ver uma marca com o posicionamento tão forte e tão certa do seu propósito. O propósito da Meg & Meg é “criar artigos para tornar o dia a dia mais leve, organizado e feliz”, e isso elas estão conseguindo fazer muito bem! Tenho certeza que teremos ainda muitas surpresas boas, artigos novos, e que a Meg & Meg vai continuar tendo uma participação de uma maneira toda querida e única na vida de quem ama coisas fofas.

E vocês? Gostaram desse estilo de post? Vocês vão aplicar algum desses aprendizados em seu trabalho ou dia a dia? Conta para mim!

O caminho do artista

“Um programa de 12 semanas para despertar o potencial criativo. “

Quando entrei em contato com o livro “O caminho do artista“, escrito por Julia Cameron (escritora best seller de mais de 40 livros, peças de teatro, letras de música, poeta, enfim, chamada de “a madrinha da criatividade”), lembro que fiquei muito curiosa a respeito de um programa que prometia desbloquear minha criatividade. Mesmo sempre convivendo com o desejo de escrever e criar histórias, muitas vezes me sentia estagnada, sem propósito, e com aquela ideia fixa de – para que devo me esforçar? Nem sou uma escritora de verdade.

Só o título já me causava um espanto; afinal, quem era eu na luz do dia para me autodenominar – uma artista?

Pois bem, resolvi dar uma chance e me apaixonei. São 12 lições para serem aprendidas com atenção, e cada lição apresenta uma lista de tarefas para serem feitas relacionadas com o conteúdo de cada semana. Prepare-se para uma aventura cheia de descobertas sobre você mesmo, e o que o impede de ser um artista frutífero.

E se você não se considera um artista, veja esse trecho que selecionei do livro “O Herói e o Fora da Lei” (Outro livro FANTÁSTICO que ficará para outro post =) )

A maioria das pessoas tem algum meio criativo de expressão, quer se vejam como criativas ou não. As pessoas pintam, costuram, fazem marcenaria ou jardinagem, decoram a casa, usam maquiagem e geralmente embelezam seu entorno.

Em outro trecho que acho que combina muito sobre o que estamos conversando diz: “Aquela parte de cada um de nós que é atraída para o arquétipo do Criador descobre quem nós somos por meio daquilo que criamos à nossa volta. Quer tenhamos talento artístico ou não, nossa casa, nosso escritório e nosso estilo de vida refletem parte de nosso íntimo.”

Todos nós somos seres criativos e nos e acredito que O caminho do artista é um livro ótimo para despertar ou apurar a criatividade em nossas vidas.

Afinal, que delícia é sentir a criatividade viva e se movimentando no nosso dia a dia!

Quem sabe?

Quem sabe será a próxima porta que você bater

que vai se abrir?

Quem sabe esperando depois desse “não”,

está o seu sim?

Quem sabe depois de tanto tentar,

é sua hora de conseguir?

Quem sabe depois de tantas pedras,

um caminho reto vai surgir?

Quem sabe depois de tantas lágrimas,

é chegada a hora de sorrir?

Quem sabe não serão as dificuldades

que te farão conseguir?

Quem sabe será o próximo degrau difícil,

que te fará subir?

Quem sabe será esse desejo novo.

que te fará ressurgir?

Quem sabe é sobre esperança,

E não sobre desistir.

Mídias Sociais ou veneno?

Eu me lembro que costumava jogar The Sims no computador quando eu era adolescente. Se você não conhece The Sims, vou te explicar: é um jogo que você cria uma pessoa, coloca em uma casa, e direciona sua vida. Você pode fazer seu personagem estudar, trabalhar, trocar de roupa. Você pode comprar coisas novas para casa dele, e seu personagens pode até ter amigos e casar.

Um certo dia pensei – nossa, os meus “Sims” estão “vivendo” mais do que eu. O meus Sims estudam, trabalham, se relacionam, enquanto eu estou aqui, presa na frente de uma tela, jogando hora após hora.

O tempo passou e como acredito que os nossos vícios são sempre substituídos por outros, meus Sims mudaram, e se transformaram nas pessoas que sigo no Instagram. Fiz um detox de Internet no começo do ano e percebi o quanto acompanhar a vida de quem eu nem conheço estava me fazendo mal. Entendo que há um recorte, que só somos expostos somente às coisas boas escolhidas a dedo, que as pessoas não estão sempre plenas e maravilhosas, viajando, comprando (comprando nada, ganhando!) coisas lindas.

Se entendo o recorte, porque continuo com essa mania?

Quis escrever esse texto porque ouvi uma frase de meu marido que me fez pensar sobre esse assunto. “Você está tomando um pouco de veneno, todos os dias.” Quê? Mas de repente tudo fez sentido. Nós tomamos um pouquinho de veneno ao abrir nossos corações, nossas mentes, nossas carteiras, para serem influenciados por essas vidas totalmente editadas nas mídias sociais.

Um pouco de veneno por dia, e quando você menos esperar, tudo em sua vida não presta ou não é bom o bastante. Um pouco de veneno por dia e você não consegue mais ser agradecido pelas pequenas coisas. Um pouco de veneno por dia e você não consegue mais admirar as coisas simples. Um pouco de veneno por dia e você está comprando coisas que nem gosta taaaanto assim, mas, se aquela pessoa está usando…deve ser bom.

Um pouco de veneno por dia e seu corpo não é bonito o bastante.

Eu ainda acredito que podemos nos inspirar em muitos perfis no Instagram, mas reconheço que a maior parte, para mim, não passa de somente – um pouco de veneno.

Devemos ficar muito atentos ao que somos expostos todos os dias. Se você notar, que depois de ver algo nas redes sociais, você ficou triste e chateado, há uma grande chance de você estar se envenenando sem perceber.

Que possamos filtrar melhor quem tem acesso às nossas mentes e corações; e se você notar que está mais vendo/acompanhando a vida dos outros do que vivendo, é hora de deixar seus Sims modernos de lado, e começar a usufruir de sua própria vida.

Com carinho,

Juliana

Algumas palavras sobre o difícil

Difícil às vezes

é parar para sentir.

É parar parar respirar e organizar os pensamentos.

É respirar fundo e deixar todo o mundo sair de uma vez só

ao soltar o ar.

Difícil quase sempre

é aceitar o óbvio,

e dar a mão para a verdade.

Difícil todas as vezes

é entender que não somos o centro do universo.

Nem todos os cochichos e risadas são sobre mim.

Eu não sou responsável pelo estado de espírito do outro.

Chove porque chove, faz frio porque faz frio,

Choro porque estou triste

Sorrio porque estou feliz

Difícil e libertador é viver assim.

A dor

Sabemos que tudo nessa vida é aprendizado.

Porém muitas vezes não contamos com a possibilidade quase certeira, que vai doer.

Aprender dói, e a dor é quase uma matéria obrigatória para o crescimento pessoal.

Na maior parte das vezes, quando está tudo bem, quando tudo parece (somente parece) estar no seu lugar certo, quando o céu é azul e o sol nos esquenta na medida perfeita, quando os dias estão cheios de risadas, quando o coração está tão cheio de alegria que parece explodir…

Não estamos aprendendo; pelo menos não da mesma forma que aprendemos quando as risadas vão embora. Quando percebemos nosso vazio. Quando descobrimos o quanto estávamos errados em alguma coisa ou quando a vida nos dá aquela rasteira que não estávamos esperando.

Se nós apagássemos das nossas vidas todos os momentos difíceis, quem seríamos hoje?

Pensando nas minhas próprias experiências chego à conclusão que foram minhas dificuldades que me moldaram, e também a maneira que aprendo com elas, superando-as por completo (ou não/nunca), convivendo diariamente com minhas limitações, entendendo que sou humana e vou errar, procurando ser tolerante comigo mesma da mesma forma que procuro ser com os outros, chegando à conclusão que nem tudo nesse mundo desse tamanho diz respeito a mim e ao meu bem estar.

Certamente aprender dói.

Mas você conhece outro jeito?

Sobre juventude

Me permitam contar para vocês uma breve história sobre alguém que sempre se sentiu ~velha~.
Gente, eu sei que não sou velha! (Ou sou?) No auge dos meus 36 anos vejo pessoas décadas mais velhas do que eu e não acho que elas sejam velhas de jeito nenhum!
Mas quero falar sobre esse sentimento.
Para exemplificar um pouco, entrei na faculdade com 20 anos e me achava ~velha~ porque meus amigos tinham 18.
Então tudo que eu queria aprender eu pensava: “se tivesse começado antes, já estaria fazendo isso há uns 5 anos.”
É… a luta contra o tempo que passou, não temos como vencer. E perdemos dia após dia quando achamos que de certa forma estamos velhos demais para começar alguma coisa nova.
Tenho que parar de fazer contas mentais. Se eu começar a estudar Francês hoje, quando eu tiver 46 anos…
Tenho que parar com isso. E se vc tem esses pensamentos como eu… vc precisa parar também.
Começa sem pensar no tempo que já foi e no tempo que vai vir. Começa agora pelo prazer de começar. Continue amanhã pelo prazer de persistir. E se alimente da alegria de aprender, independente se vc vai virar um expert ou se simplesmente vai se divertir. Se um dia vc vai conseguir ganhar algum dinheiro com isso ou não. Talvez será somente um hobby interessante que fará seu dia mais feliz.
Júlia significa “jovem”. Ana significa “graciosa”. Bem gente, sou Juliana, e envelhecer não está escrito nas minhas estrelas – já entendi isso.
Por mais que eu tenha insistido em me sentir velha toda minha vida e fazer contas com meu aniversário (agora é 2 x 18 anos) eu vou aceitar o que meu nome significa e ~serei jovem~. .
Serei tão jovem que aprenderei coisas novas sem me preocupar quantos anos eu terei quando eu realmente aprender de verdade aquilo que estou aprendendo – entendeu?
Aprender : isso sim é juventude

Poema de amor em uma quinta-feira comum

Quero deixar aqui registrado o meu amor

O nosso amor

Porque o que mais quero é chegar em casa

para te ver

para te contar todas as coisas

para rirmos e chorarmos

para a gente sonhar pequeno e grande

para abrirmos nossos corações

para reconhecermos juntos

o quanto somos felizes.

Meu amor você é a melhor coisa

que aconteceu

na minha vida.

.

Para Rafael

A grama do vizinho

Ah… a grama do vizinho.
A-FAMOSA-GRAMA-DO-VIZINHO.
Por que tão verde? Por que tão bonita?
Em tempos de Instagram e Facebook, a grama do vizinho nunca esteve tão ao nosso alcance.
Ali, tão perto, quase tangível.
Se fecharmos os olhos quase conseguimos sentir o cheiro de grama recém regada por uma doce chuva ao entardecer.
Estive pensando na grama do vizinho. Em tantas e tantas gramas. Afinal, dia após dia somos expostos ao que não é nosso; às coisas que não nos pertencem; aos lugares em que não estamos; a comidas que não estão em nossos pratos.
E a grama do vizinho sempre permanecerá mais verde do que a sua.
É algo quase inevitável.
Mas espere.
Mesmo entre infinitas informações, certamente há coisas que não sabemos sobre o vizinho, sem sobre sua famosa grama. Não sabemos o quanto o vizinho se esforçou e trabalhou para ter uma grama tão perfeita. Não sabemos o quanto o vizinho se esforçou para cultivar aquela grama de tanta qualidade. Ele instalou um sistema ultra tecnológico super preciso para regar aquela grama religiosamente, e toda a semana ele dá uma aparada na grama. Tudo isso enquanto nós estávamos fazendo outra coisa e…olha só, só percebemos o resultado, e não o trabalho que deu para ter aquilo.
O quanto temos trabalhado para nossa grama ficar verde caro leitor?
OU em outras situações…aquela grama tão perfeita que dá vontade de deitar nela para ver formas nas nuvens é…bem, aquela grama é fake. É falsa. Comprada na Amazon. Instalada de noite enquanto todos dormiam. E você fica que nem tonto de sua janela desejando aquela grama fake de plástico.
Enquanto isso é SUA grama que precisa de atenção. Precisa de ser aparada, precisa de água. SUA GRAMA PRECISA DE VOCÊ, minha amiga, meu amigo.
Nesses tempos tão estranhos onde somos jogados dentro da intimidade do outro, vamos deixar um pouco o outro de lado. Vamos olhar pela nossa janela para aquilo que é mais importante para nós.
Vamos tirar os sapatos e pisar em NOSSA grama, curtir a nossa grama, deitar em nossa grama. Faz um churrasco, chama os amigos. Essa é sua grama, independente como esteja é sua.
A grama do vizinho não é mais verde. É APENAS OUTRA GRAMA.