A história atrás da história

Uma mania de escrever

Eu escrevia em folhas soltas.

Até que um dia eu ouvi “Por que você não faz um livro de poesias?”.

Então peguei um bloquinho de papel e uma caneta marca-texto amarelo florescente. (já que não achei em canto nenhum uma caneta ou lápis decente)

E foi assim que comecei meu primeiro livro. Devia ter por volta dos 7 anos.

Depois disso eu fui a menina que amava fazer redações, que escrevia peças de teatro para a escola, que inventava letras de música.

Desde que me lembro por gente eu escrevo.

Como se as palavras fossem uma amiga de verdade.

Livros, livros e livros

Escrevi alguns livros infantis e também para adolescentes.

Bem, na época eu também era adolescente, então entendi que eles eram perfeitos para adolescentes.

Porém meu maior sonho sempre foi escrever um “livro grande”, um “livro de adulto”.

Um livro que enchesse a mão, sabe?

Mas eu seria capaz? Minhas histórias não passavam de 20 folhas digitadas.

O que restava era continuar escrevendo.

Faculdade de Letras

Quando eu tinha 20 anos eu comecei o curso de Letras na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP). Chique, né?

Eu fiquei perdidamente apaixonada pelo curso.

E totalmente perdida como escritora.

Ler todos aqueles autores e autoras incríveis trancou uma porta no meu coração.

Eu nunca seria boa o suficiente.

Então foram 2 anos sem escrever uma única palavra que não fossem trabalhos para a faculdade.

Alguns anos depois

Tive que entender algumas coisas para voltar a escrever.

  1. Não poderia me comparar com autores consagrados. Seria injusto, certo?
  2. Não poderia ter expectativas altíssimas em relação aos resultados. Escreveria o novo Harry Potter? #sqn

Aprendi que teria que escrever por amor, por missão,

ou pelo simples fato de que não sei quem eu sou sem escrever.

E nesse caminho de parar, desistir, voltar e continuar, resolvi aos 32 anos começar o projeto do meu primeiro livro grande e de adulto: “Não mais que de repente”.

De repente, um carro errado

Em 2016 entrei em um carro errado, gritei de susto na cara do motorista e saí correndo para o carro da minha mãe.

E se uma história começasse com um engano desse?

Comecei um jogo de “e se”.

A história foi construída um “e se” após o outro.

Olivia, Diego, Michelle, Tom.

6 anos

6 anos para ficar pronto.

Um final re-escrito.

Meu livro de adulto estava pronto.

Após sair de um emprego que durou 7 anos, com o coração em frangalhos, resolvi finalmente terminar aquela história que estava há alguns anos me esperando.

Tive que fazer ajustes porque eu não era mais a mesma.

Quando resolvi ler do começo ao fim, chorei.

O sentimento de conquista e realização estava ali.

Meu coração estava cheio de alegria!

Porém algo ainda estava incompleto.

A minha história até aquele momento, era somente minha.

Vamos editar esse livro, meu!

Uma editora independente. Isso aí.

Em 2021 enviei minha história para uma editora que encontrei no Instagram, e começou todo o processo de tornar o livro real. (Um rolê bem grande diga-se de passagem)

E agora em 2022 o livro está à venda!

Estou recebendo meus primeiros feedbacks e já tenho 2 avaliações na Amazon!

Meu coração está quentinho com tanto amor que recebo por causa desse livro.

Agora finalmente a minha história não é apenas minha, mas de todas as pessoas que estão lendo!

E agora Juliana?

Antes queria escrever um livro,

depois editar,

depois vender.

Depois que alguém nesse planeta Terra gostasse dele.

Meus desejos foram realizados.

Qual o próximo passo então? Bem, fazer propaganda para que mais pessoas leiam!

E continuar escrevendo minhas coisinhas.

Agora me sinto “escritora”, escritora de livro editado, escritora lida, escritora que colocou um livro nesse mundo.

Se você chegou até aqui nessa História atrás da história saiba de uma coisa:

sou imensamente agradecida por você estar aqui.

Toda história tem uma história atrás dela, e atrás da minha tem: frio na barriga, medos, alegria, tristeza, tempo, amor, amizade, desencontros.

Tem aquele foguinho que nasce dentro da gente que não nos deixa desistir.

Se você ama algo ao ponto de ficar sempre devedor, sempre com saudade, algo que não deixa você ir, algo que você não consegue abrir mão.

Que depois de anos você ainda pergunta “e se…”

Por favor, não desista.

Um grande abraço,

Ju

Publicado por Juliana Lins

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Fico muito feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

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