Eu me lembro que considero o medo desde sempre, desde criança.
Por isso memorizei alguns versículos que falavam sobre o medo na Bíblia.
“O verdadeiro amor lança fora todo o medo”.
“O medo é o oposto da fé.”
Lógico que me sentia sem fé e também sem amor.
O medo simplesmente continuava lá.
Eu lá fui eu crescendo, sem tirar as rodinhas da bicicleta da vida.
Existiram sim aqueles momentos de coragem, de me jogar no desconhecido…
o famoso vai com medo mesmo.
E muitas vezes eu fui.
Mas hoje gostaria de falar sobre um dos meus piores medos, segundo minha própria experiência:
o medo de ser feliz.
Aquele medo que chega como um raio quando você pára e pensa: nossa, e não é que eu estou feliz?
Não é que estou contente?
Aí vem aquele medo de perder tudo, de acontecer alguma tragédia que minha cabeça já escreveu todo o roteiro, e conhece todas as personagens.
É sofrido, eu sei.
Você já se sentiu assim?
Eu tenho trabalhado muito para me livrar desse sentimento.
Quero muito conseguir viver um momento feliz sem me sentir mal depois com a possibilidade dele terminar.
Pensando nisso talvez o amor seja sim capaz de amenizar o medo.
O amor precisa ser maior que o medo.
Afinal, a dor da perda não vai diminuir porque a gente deixou de ser mais feliz.
Hoje eu desejo que o medo não me impeça de seguir em frente.
Que o medo não tenha o poder de nos paralisar.
Que ele sirva para nos ajudar a fazer boas escolhas, e manter nossos pés no chão.
Mas que a gente também tenha muitas chances de flutuar.
Que a gente possa dar nossos saltos de fé, sentir os pé saindo do chão.
Ir com medo mesmo.
E ser feliz sem medo.