O “Se” vive na espera infinita
do poderia.
Se tivesse dito,
se tivesse feito,
se tivesse ido.
Se ao menos tivesse dado uma chance.
O Se não oferece saída.
Ele oferece um colo macio por um breve momento,
e logo se vai.
Afinal, o Se não existe, nunca existiu.
O Se ficou preso nas possibilidades
abandonadas.
O Se não tem gosto, não tem cheiro,
não podemos abraçá-lo, beijá-lo,
nem dizer um “Boa noite”.
“Se” é o sim que ficou preso na garganta.
Ele arranca um sorriso amargo,
uma contemplação vazia,
uma miragem, um sonho, um querer.
Tudo empacotado e envolto pelos mais belo
papel de presente,
nunca rasgado.
“ Tudo empacotado e envolto pelos mais belo
papel de presente,
nunca rasgado.”
LINDO!!!!!! ❤️
CurtirCurtir