A paz do simples

O que te traz paz?

A minha paz vem de pequenos e grandes detalhes.

Chegar ao fim do dia, colocar meu filho para dormir.

Encher sua bochecha de beijinhos e cheirar o seu cabelo: isso me enche de paz.

O amor do meu marido me traz paz.

Vejo em seus olhos que não importa como eu esteja, ou quão malucos sejam os meus sonhos e pensamentos, ele sempre me acolhe. (Apesar de rir muito da minha cara às vezes.)

Olhar para o mar também me traz paz.

Assim como olhar para o céu.

Vislumbro com respeito a imensidão da natureza, e isso me traz a paz de saber que sou pequena, e não tão importante assim.

Viver com as minhas próprias escolhas me traz paz.

Eu que por muitos anos vivi a partir das escolhas dos outros, saboreio cada escolha pessoal com certa alegria de descoberta.

Saber que posso escolher como viver, me traz paz.

O mais interessante é que algo que sempre me aterrorizou tem me trazido paz.

Finitude.

O tempo que não sei o quanto tenho.

A finitude me dá a paz de saber que tudo tem um fim nessa vida, e é por isso que devo ser quem eu sou, correr atrás dos meus objetivos, sem me preocupar (muito) com o que os outros vão pensar.

Assim como eu, os outros também passarão.

Quero viver a paz de ser um ponto microscópico nesse universo infinito,

ao mesmo tempo que guardo um universo inteiro dentro de mim.

Quero ter paz nos inícios,

e paz no fim.

Publicado por Juliana Lins

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Fico muito feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

2 comentários em “A paz do simples

Deixe um comentário