Papel de presente

O “Se” vive na espera infinita

do poderia.

Se tivesse dito,

se tivesse feito,

se tivesse ido.

Se ao menos tivesse dado uma chance.

O Se não oferece saída.

Ele oferece um colo macio por um breve momento,

e logo se vai.

Afinal, o Se não existe, nunca existiu.

O Se ficou preso nas possibilidades

abandonadas.

O Se não tem gosto, não tem cheiro,

não podemos abraçá-lo, beijá-lo,

nem dizer um “Boa noite”.

“Se” é o sim que ficou preso na garganta.

Ele arranca um sorriso amargo,

uma contemplação vazia,

uma miragem, um sonho, um querer.

Tudo empacotado e envolto pelos mais belo

papel de presente,

nunca rasgado.

Publicado por Juliana Lins

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Fico muito feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

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