O equilibrista – exercício de escrita criativa

Os sonhos são feitos de nuvens de algodão.

Não dá para explicar porque as pessoas sonham com certas coisas.

Tem cada sonho por aí… uns parecidos, outros diferentes.

Grandes, pequenos, simples e extravagantes. 

Ouvi a história de um homem que queria ser equilibrista desde criança, mas seus pais não gostaram da ideia.

Equilibrista? Isso não era profissão de homem sério.

Ele teria que ter um emprego honrado.

Andar por aí de terno e gravata, ganhar um bom dinheiro.

Então o menino guardou o sonho do equilibrista. 

Entrou em seu quarto, abriu a gaveta, e o colocou lá dentro.

Com o passar do tempo foi jogando mais coisas em cima: outros pequenos sonhos que precisou esconder.

Então cresceu sério e de bigode comprido.

Não ria nem das piadas mais engraçadas.

Olhava torto para as crianças que brincavam, para os pássaros que cantavam e para as pessoas que gargalhavam.

Os anos passaram e ele ganhou muito dinheiro e comprou um palacete na praça central da cidade.

Seus cabelos estavam brancos e o bigode também.

Ele tinha se esquecido da gaveta cheia de sonhos. Ela estava fechada há muito tempo.

Um certo dia, andando pela cidade prestou atenção em um certo menino.

Ele tentava se equilibrar em um pé só.

Olhou em volta e viu que as crianças estavam mais eufóricas que o normal.

Logo entendeu que o motivo era o seguinte:  o Circo havia chegado na cidade.

Cada criança imitava sua parte favorita do espetáculo: palhaços, poodles coloridos, e equilibristas.

Aquilo acendeu uma lâmpada fraca em sua mente já velha, e um desconforto subiu pelo seu estômago até o pescoço.

“Equilibrista, e isso é uma profissão séria?” – Pensou.

Quando chegou em sua casa, começou a procurar por algo que nem sabia o que era. 

Procurou, procurou, até que encontrou seu pequeno gaveteiro de criança, largado em um quarto escuro e poeirento.

Abriu a gaveta com cuidado, devagar e com um pouco de medo.

Houve uma explosão.

Os sonhos saíram voando e dançando por cima da sua cabeça, e depois por todo o quarto.

Encheram o ambiente de canções não cantadas, risadas contidas e beijos não dados.

Então o homem encontrou o equilibrista.

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Escrevi esse texto em um exercício de escrita criativa com imagem!

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Publicado por Juliana Lins

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Fico muito feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

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