Um dia viraremos um pedacinho de História

A questão que trago hoje é:

“Por que paramos de fazer as coisas que gostamos?”

Estou falando no plural para não me sentir sozinha nessa.

Ontem conversei com meu marido sobre como a vida é dolorosamente breve.

Estou lendo um livro de História chamado “Escravidão” do Laurentino Gomes, e meu, ando por aí me sentindo tal qual emoji com a cabeça explodindo.

Agora de 5 em 5 minutos agracio meu companheiro de vida com um dado interessante e aterrorizante sobre a leitura. (e acredite, temos muitos e muitos deles)

Vamos voltar para a brevidade da vida?

Quantas pessoas já passaram por esse planeta?

Assim como eu estou passando, e você também?

Ler e aprender sobre História sempre me (re)lembra de meu estado de indiscutível pequenez e efemeridade.

Pergunto de novo: por que paramos de fazer o que gostamos?

Por que parei de ouvir música enquanto tomo banho?

Por que não toco mais piano?

Por que não danço mais?

O que coloquei no lugar dessas pequenas alegrias?

Um dia eu e você vamos fazer parte de um capítulo de um livro de História:

“Nos primeiros 20 anos do século XXI as pessoas se comunicavam pelos seus telefones móveis, eram viciadas em redes sociais e descreviam seus empregos minuciosamente no LinkedIn.”

Não vão saber nossos nomes, nem nossos gostos peculiares, e não fará a mínima diferença para as futuras gerações se você perdeu noites de sono porque ficou chateada com aquele fatídico story.

Pois é.

Estou escrevendo esse texto em um caderno pontilhado com uma de minhas canetas favoritas (Uniball Micro Deluxe.)

Tive muito tempo livre nesse fim de semana: vi um filme, li bastante, fiz colagens.

Agora são 23:06 de um domingo qualquer.

Logo vou dormir.

Estou genuinamente feliz porque eu amo escrever, e isso é algo que não quero parar de fazer. (até o dia que não quiser mais.)

Somos breves,

e tão passageiros que chega a ser engraçado (ridículo) o quanto damos importância para tantas coisas bobas.

Se a gente realmente entendesse a importância de cada minuto, não deixaríamos as coisas que nos trazem alegria para trás, e com certeza nos agarraríamos com força nas pessoas que amamos (e nos amam de volta).

Meu desejo para 2025 é oferecer minha atenção como meu melhor presente.

Vou colocar uma boa música para tocar,

e dançar sem ninguém precisar assistir.

Publicado por Juliana Lins

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Fico muito feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

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