Mãe – ser – humano

Gostaria de falar um pouco sobre quando eu me tornei mãe.

Mãe.

Se você é mãe, talvez você possa se identificar.

Se você é um filho ou filha, por favor, leia mesmo assim! (Por sua mãe)

A gente costuma ter uma lista em nossa mente sobre como uma mãe deve ser, como deve se portar, e talvez até o que ela deve gostar, como sua voz deve ser, o tipo de roupa que deve vestir.

Quando meu filho nasceu eu realmente fiquei atordoada.

Foi uma experiência intensa e arrebatadora, e entre ter um ser humano para cuidar nos mínimos detalhes, privação de sono e uma grande dose de ansiedade e medos, eu perdi algo que tirou meu chão: eu perdi a mim mesma.

Eu queria ser tudo para meu filho, e criei um ideal muito alto na minha cabeça de como eu deveria ser como mãe, ao ponto de quase sair correndo do shopping quando saí sozinha com amigas para conversar pela primeira vez (depois de muitos e muitos meses que ele nasceu); estava me afogando em minha própria culpa. Não achava certo eu sair para me divertir quando deveria estar cuidando do pequeno.

Hoje, quase 6 anos depois (e muita culpa também), eu vejo o quanto é importante nos lembrarmos todo santo dia que: MÃES SÃO SERES HUMANOS! Mãe tem preguiça, e fome, e medos, e ansiedades, e desejos e sonhos. Demorou para eu entender isso; lá no começo que eu não podia dormir, comer, descansar ou ler, eu realmente acreditava que nunca mais na minha vida eu seria EU mesma.

Hoje acredito que sou uma mãe melhor, não porque sou primorosa em todos os sentidos (porque não sou, não tento mais ser, e nem quero ser), mas porque me esforço para não me perder. A gente mira no alvo, acerta metros de distância e está ok. A gente quer sempre o melhor mas nem sempre o nosso melhor é possível (ou até mesmo a melhor opção), e está ok.

A gente quer trabalhar, se divertir, cuidar do filho, ser companheira do marido, cuidar da saúde, tudo isso junto, e se algo não saiu nos conformes durante o dia ou a semana? Está ok. Estou aqui escrevendo enquanto meu filho está vendo televisão. É o ideal para meu perfil perfeito de maternidade que ainda teima em viver na minha cabeça (mesmo que seja num cantinho)? Não. Nem um pouco. E o que? Sim, você acertou. Está ok.

O meu desejo é que as mães possam se amar também. Esse negócio que mãe precisa se anular completamente é muito complicado. Um dia nossos filhos vão crescer e vão voar. E nós precisamos estar confortáveis em nossa própria pele. Precisamos nos ter por completo. Eles são praticamente tudo para a gente, mas antes desse quase tudo, existe você.

Obs: mãe, te amo!

 

 

Publicado por JulianaRuiz

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Já aprendi que escrever para mim não é uma escolha, mas sim aquilo que me define e me faz feliz... então estou aqui! Ficarei feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

2 comentários em “Mãe – ser – humano

  1. E quando os meus filhos ficaram adultos pensei, poderia ter sido uma mãe melhor é um dia contei a eles esse pensamento. Então meus filhos me perguntaram se eu gostava de quem eles eram e eu disse sim (eles são maravilhosos) então eles me disseram: então a senhora tem agido certo!

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