Um texto muito estranho

Muitas vezes, quando estou pensando e falando ao mesmo tempo, uma parte da minha mente se desprega, e eu me vejo falando aquelas coisas como se eu estivesse fora de mim.

Sinto isso desde criança

E ainda hoje não consigo parar de pensar em como viver/ estar vivo é estranho.

Eu sou essa mente nesse corpo, presa em um espaço de tempo, impregnada pela minha história.

Eu sou esse ser falante que sonha acordada com possibilidades infinitas, que compra mais livros do que é capaz de ler e mais cadernos do que é capaz de escrever.

E também compro mais cursos do que sou capaz de fazer.

Olho para as pessoas e penso: será que ninguém acha estranho estar vivo?

Quantas coisas precisam acontecer aqui dentro para me manter em pé?

Pulmões, coração, estômago, etc etc.

Fora essa parte da mente: onde nascem esses pensamentos? Onde fica essa tela atrás dos meus olhos que é o palco dos meus sonhos?

Só eu tenho a minha experiência.
Eu sou a guardiã dessa vida.
Ninguém nesse planeta viu o mundo pelos meus olhos.

Quer ouvir algo mais estranho ainda?
Já tive um filho.
Meu corpo produziu outra pessoa.

Uma pessoa.

Muitas vezes me sinto sozinha nos meus estranhamentos.

Então me lembro com carinho de uma amiga querida que, certo dia em uma aula do cursinho, me chamou e disse:

“Sabe uma coisa que é muito estranha?”

Eu me lembro que fiquei aguardando a resposta.

“Cabelo. Ele simplesmente sai da cabeça das pessoas”

Aí não consegui prestar mais atenção na aula de tanto rir. Olhava para todos, e todos tinham cabelo saindo de suas cabeças.

Sim, muito estranho.

Como a gente se acostumou com tantas coisas estranhas assim?

E nem me venha falar de coisas tecnológicas como Bluetooth.

Sobre dados viajando em cabos embaixo do oceano.

Ser humano é um ser estranho que faz coisas estranhas e inventa outras mais estranhas ainda.

Qual é a minha conclusão?

Nenhuma, para falar a verdade.

Sigo achando estranho estar viva e mais estranho ainda um dia… bem, você sabe.

Publicado por Juliana Lins

Olá, meu nome é Juliana e amo escrever. Fico muito feliz com sua visita em meu blog! Abraço, Juliana

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